Fundamentação

Comunicação Científica

O conhecimento pode ser categorizado por várias características, ganhando diferentes classificações. Nesse caso, tem-se o conhecimento científico, que possui especificidades que o diferencia dos outros tipos de conhecimentos, pois é obtido por meio de uma metodologia conhecida e aceita por uma comunidade e pode ser verificável, ou seja, é resultado de uma pesquisa. Desde a antiguidade o conhecimento científico é diferenciado dos outros conhecimentos. Para Aristóteles (1985), o conhecimento científico constitui-se num dos cinco pilares a qual a alma chega a verdade. 


Para que o conhecimento resultante de uma pesquisa se torne científico é necessário que o comunique utilizando os processos da comunicação científica. Meadows (1999) afirma que comunicação e pesquisa são inseparáveis. O conhecimento resultado de pesquisa torna-se científico ao ser posto a prova pela comunicação. Tanto que Ziman (1984)considera a comunicação científica a principal instituição social da ciência, social por transcender ao próprio autor, principal por fundamentar os processos científicos. 


Garvey (1979) ressalta que a comunicação científica é um conjunto de processos intermeado pela comunicação, uma pesquisa nasce e termina em comunicação. Assim, para o referido autor, tem-se na disseminação dos resultados o objetivo final da pesquisa. Segundo o modelo de comunicação científica proposto por Garvey e Griffith (1979) a disseminação da informação é feita principalmente por meio dos periódicos científicos.


Periódicos Científicos

O periódico científico é o canal mais utilizado para a publicação de informação científica, mesmo que muitas disciplinas tenham preferencia por livros ou anais de eventos. A estrutura formal dos periódicos e dos artigos fornece a muitas disciplinas o formato exato para a disseminação dos resultados de pesquisa. 

Os periódicos científicos se confunden com a própria ciência. Nascidos no século XVII, o primeiro periódico científico foi o Journal des Savants de janeiro de 1665, seguido pelo Philosophical Transactions of the Royal Society. Desde então, os periódicos tiveram poucas alterações, dentre os quais, a mudança de suporte, do impresso para o digital, e o movimento de acesso livre estão entre as mais significativas. 

O surgimento dos documentos digitais alterou significativamente os periódicos. Vários tipos de suporte foram utilizados até o momento atual com periódicos disponíveis na Web, tais como em 1961 foi distribuído o Chemical Titles em fita magnética. Da mesma forma, o movimento de acesso aberto, nascido como reação aos altos preços das assinaturas dos periódicos, ainda está em fase de implementação. Independente de tudo, alguma característica dos periódicos se mantém inalterada, como a revisão pelos pares e a busca pela visibilidade. Atualmente, alguns periódicos têm migrado da publicação impressa para a eletrônica, outros ja nascem eletrônicos, devido ao alto custo em realizar a publicação impressa e a maior facilidade de acesso ofertada pelo meio digital. 


Periódicos Científicos Eletrônicos

O termo periódico eletrônico refere-se às revistas que possuem uma versão digital. Mueller (1997) relata que os periódicos eletrônicos requerem o acesso mediado por equipamento eletrônico. Assim, podendo estar em variados suportes como fitas magnéticas, como num passado recente. O modelo atual refere-se aos periódicos eletrônicos que estão disponíveis pela Web, ou seja, online. Nesse ponto, Sabatini (1999) classifica as revistas online em duas categorias, as revistas que simplesmente disponibilizam o conteúdo via Web e as revistas que possuem um sistema de editoração eletrônico. 

Com a revista disponível na Web, de forma online, têm-se várias vantagens, tais como: a) uma maior abrangência, potencialmente mundial; 

b) redução dos custos de produção e disseminação, com possibilidade de apresentar a informação em vários formatos; 

c) possibilidade de integração com portais de buscas, com rapidez na recuperação; entre outros. Em alguns casos, periódicos científicos possuem tanto a versão impressa quanto a versão eletrônica por motivos de assinatura e preservação física. Em outros casos, outros já nascem puramente eletrônicos. A tecnologia tem fomentado esse fenômeno, visto que oferta ferramentas que auxiliam a publicação de periódicos científicos eletrônicos. Dentre essas ferramentas, destaca-se o SEER/OJS, a qual Baptista et al. (2007) considera como a principal ferramenta para a criação e manutenção de revistas eletrônicas.


Estrutura e recursos do curso OJS3

O curso compõe-se de oito módulos, este primeiro de fundamentação e apresentação do curso, os outros sete voltados a operação da ferramenta OJS, fazendo uso de recursos hipermídia para melhor promover a aprendizagem. Muitas páginas contêm imagens, vídeos e outros recursos multimídia, os conteúdos são complementados e relacionados por meio de links hipertextuais. 

Nos textos apresentados, os trechos sublinhados indicam um recurso multimídia, clique nesses trechos que serão apresentados imagens, vídeos ou referências. Pode-se também ser direcionado a outra página. Sempre que encontrar um trecho sublinhado, sugere-se que veja o recurso multimídia para uma aprendizagem maior. Explore! 

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Última atualização: Friday, 7 Sep 2018, 22:55